Move-se a luminosidade
Espalha-se devagar
Como se fosse magia
A derramar-se pelas janelas da cidade
Pára perante a transparência
E os meus olhos param também
(Com uma certa insistência)
Sobre o brilho que devolve,
Vítrea, alguma verdade
Não falta vida nenhuma aqui
Nem tão pouco é parco
O movimento que os olhos fazem
(Cúmplices da realidade)
Ressoam pensamentos
Dançantes movimentos
Pelas ruas da cidade interior
E plantada na consciência
Vive por amor
A evidência simples
De que somos interiores à complexidade
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