Desmontou-se a aparência do real
e o que resta agora é realmente
a realidade infesta de fantasmas
e de pavor
Quando a bruma tolda o olhar e tudo parece negro e cinzas, olha para o alto que nunca te descurará.
A alma também adoece
a minha há muito que é uma doente caprichosa
e só a minha dor a conhece
vivemos todas numa clausura infinita e sem paredes
É de uma beleza inefável esta prisão
e mesmo presa sinto-me pegada ao colo
por mãos invisíveis e silenciosas,
mas só estas mãos invisíveis e infinitas conhecem a profundeza da minha dor,
e se não fosse por elas há muito havia morrido
e a esperança comigo.

Transbordar

Percebo,  Na vida, variada, colorida  Vemos todos estranheza  Mas era estranho, deveras Que ao olhar para uma andorinha ferida  Víssemos ape...