Quebro-me em estilhaços
a
Mordo-te marfim
a
Rasgo-me em pedaços
a
a
(esquece-te de mim)
a
a
Estendo os finos braços
a
Trémulos, enfim.
a
Fi-los dos teus ossos
a
a
a
(esquece-te de mim)
(esquece-te de mim)
a
a
a
quantas vezes senti eu a vergonha de um outro
a
a
por querer morder-te a carne fria
a
macia de cetim?

2 comentários:

Eris disse...

Impulso pós goetheano-(ou wherteriano)...

Pastor disse...

Leste? Tenho-o em casa há um ano e tal e ainda não li... e é tão pequenino, mas enfim.

Quanto ao poema, adorei voltar ao teu blog para ver qualquer coisa como isto, não estava à espera.

Para ser sincero não consegui entender do ponto de vista lógico, mas, talvez deva ler o livro, certo? No entanto continuas a fazer algo que adoro, colocar um ritmo que torna o poema melódico, que em sintonia com as rimas fica excelente.

Fico à espera de mais, eu hei-te cá voltar (porque não me esqueço de ti, hehe).

Beijinho

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