Sexta feira preguei na Cruz um pequenino
Inocente, Doce, Bom
Cordeiro tão mansinho...
Sou tão vil
Eu, pecadora,
Que tirei a Deus nu da manjedoura
E o preguei na Cruz
Também ao frio...
No meu coração, fui deixando as farpas afiadas do mal encher de feridas,
as paredes encarnadas e doloridas daquele sacrário onde o Espírito chora por me querer salvar
Mas dizem que não há mal que sempre dure
E embora esse mal me arraste pelo chão e empurre,
Ainda tenho coração.
E dizem que água mole em pedra dura,
tanto bate até que cura...
Cura-me Jesus
Dá-me a tua mão...
Muda esta lage inerte e fria
Pega em mim, que sou pobre e só posso receber
E faz-me beber da única fonte que sacia
esta sede de morrer para mim e ser Tua!
Parte com a tua força gloriosa
Esta prisão desditosa
que teima em me conter.
E que eu seja toda tua,
E seja uma
com a Luz que sempre eternamente e em Louvor a Ti Contigo Viva continua
E me consuma
a Gozar sem merecer
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