O meu génio fora outro, não escrevia.
Menor seria o meu sofrer
se soubesse este escrever
pertença de quem não temia.
Mas sou frágil, sou pequena e sou só.
E tremo pensante que um dia serei pó.
Mas minha escrita de pé semblante
durando mais que o instante
que o corpo permitiria
ficando viva,
ainda,
seria
a vitória sobre o pó
Que devaneio este meu,
querer sem escada alcançar o céu
qual tamanha desmesura
Mas será outra coisa ser poeta?
Será que um grande verso enceta
pedir menos por ventura?
Calada por já espero o perdão
por toda a ponta de vaidade
pois sei que bem e em verdade
meu eu
não passa de uma mão.
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