Peço ao barqueiro
que pare de remar
não quero ir por í
Na outra margem
reina a danação
prefiro leixar-me aqui
Das portas não passarei
digo-lhe
Mas já pagaste o óbolo
diz-me
Então peço-lhe
leixe-me por aqui, leve o óbolo,
que hei de subir sem esse lastro
ou com outro rio me leixar ir.
Dito isto ora percebo
que estou presa e não concedo
mas o barqueiro sou eu
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