Olho-me inautêntico
porque onde me procurei idêntico
encontrei um vazio.

Derivar-me de mim
é o vazio
mas de onde virei assim
se não venho de mim?

E onde estou
se não fico aqui,
se não estou em mim?
Se não estou aí?

Se sou,
como venho a ser?
E como posso viver
sem saber ser
de cada vez e sempre

ciente

e confrontado
                    com o que me excede

completamente?

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