Osculaste-me a face fria
Ácido um não-querer
Marca que marcou vazia
A forma de não te ter.
Forçado não tardaria
O ósculo a me tanger
Tocando-se noite e dia
abismou-se o entardecer.
Tão tarde me sorriria
Fosse eu ao menos saber
Que o fogo me guiaria
Na senda ao não fenecer.
Por fim vejo, fugiria,
O medo ao aparecer
Estrelado que firmaria
o céu a te obscurecer.
Tidos solilumes por guia
No firmamento a acontecer
A boca consumaria
Só o que na alma não pôde ser.
Um outro que surgiria
Para vir ver então vencer,
Do ósculo que arderia
Na face a se condoer.
Est'outro remendaria
Adumbrada a face em descrer
E cândido curaria
O que teimava carecer.
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